28.4.06

HOJE NO SATTVA!

E hoje é noite de alegria criançada!!!! Na residência mais supimpa da paróquia, a desses sapequinhas do Escárnio e Osso no SAAAAAAAAAAATTVA!!!

É a noite da soberba RESSURREIÇÃO do CULTO AO RIM!!! Sim sim sim! Os meninos voltaram! E chupinaram o grandissíssimo saxofonista Simmons, cobiçado por todas as bandas paulistanas da atualidade! O som mudou, mas as loucuras continuam as mesmas!! JAZZOFUNKAROCKNMADNESS!!!!

Quem sobe no palco também são os impronunciáveis do WASTED NATION! Eles que se auto-entitulam "A pior banda do mundo" trazem a psicodelia que aprenderam na Jamaica com o rock morfético de andamento flutuante que um mago hippie das Antilhas um dia soprou no ouvido deles!!! A banda menos perdível do mundo!!!

Já o FORTE APACHE é pancadaria na orelha sem precedentes!!! Presentes na coletânea Sinfonia de Cães, a banda concentra seus esforços em canções de ninar no estilo Fugazi, Deftones e Queens of the Stone Age! Pra quem conhece a vovó do Vila Rock sabe do que eu falo!! Dêem todos uma bitoca na vovozinhaaaaa!!

É isso aí criançada! Pulem, brinquem, e façam a algazarra que a noite merece!!!

26.4.06



Nesta quinzena falei com o Jair (baixo e vocal) do Ludovic, que tocou no Campari Rock, no último dia oito de abril, em Atibaia.
No palco bandas do naipe de Supergrass, Mission of Burma, Ira!, Nação Zumbi, entre outras.

EO! - Fala. Beleza? E aí? Como foi o show do Campari pra vocês?
Jair - No saldo geral, foi ótimo; além de termos tocado para um público que em boa parte nunca sequer tinha ouvido falar da gente, eu pude realizar o sonho de tocar no mesmo palco que uma das minhas bandas preferidas, o Mission of Burma. Evidentemente, tivemos que enfrentar alguns pequenos contratempos com os quais não estamos acostumados (como ter que lidar com os produtores e roadies pouco amigáveis das ditas "bandas grandes"), e alguns outros com que já estamos completamente habituados (como técnicos de som enfurecidos), mas foi bom, muito bom. Por mais controverso que tenha sido o nosso show, acho que nós saímos bem amadurecidos dessa experiência.

EO! - O disco de vocês deu bons frutos, né? Já estão pensando no próximo?
Jair - Já estamos quase terminando o próximo, para dizer a verdade. Sobre o "Servil", felizmente foi um disco muito bem aceito mesmo, mas seria injusto dizer que tudo o que nós estamos colhendo foi somente devido a esse álbum. Durante dois anos e meio, nós mantivemos um ritmo de shows inacreditável para uma banda desconhecida e iniciante; a cada final de semana, sem exceção, nós fazíamos pelo menos duas apresentações. Em todo tipo de lugar que você possa imaginar, desde o Atari até pequenos botecos na periferia de São Paulo, passando por cidades do interior, capitais de outros estados e tudo mais. Então é óbvio que isso fez com que a gente conseguisse formar um público considerável, além de ter feito com que a gente amadurecesse na marra, a duríssimas penas. Porque não foi nada fácil, sabe? Muita gente vê o que está acontecendo agora conosco e pensa que foi de um dia para o outro, sem sequer parar para analisar os anos que a gente passou tocando de graça, para meia-dúzia de pessoas, agüentando todo tipo de desaforo que você possa imaginar... sei lá, eu sempre tive consciência de que nada acontece por acaso, especialmente quando se trata de uma banda independente brasileira, sabe como é? Mesmo que a sua banda seja maravilhosa e você consiga gravar um disco excepcional, isso não é o bastante para que as coisas aconteçam. Você tem que suar muito, fazer todos os shows possíveis, encarar uma série de roubadas... enfim, se você quiser mesmo se sobressair nesse meio, não dá para encarar como uma atividade só de fim de semana, tem que se dedicar de corpo e alma mesmo.

EO! - Vocês saíram também na coletânea Sinfonia de Cães, que é um coletivo de bandas amigo do Escárnio e Osso. Qual a importância dessas organizações para o fortalecimento da cena, na sua opinião?
Jair - A importância desses coletivos é fundamental, especialmente em um ambiente tão segmentado como é o cenário independente de São Paulo. Não fossem as iniciativas desse tipo, quase nada aconteceria. Sobre o Sinfonia de Cães especificamente, talvez eu seja um pouco suspeito para falar, porque acompanho toda a movimentação deles há um bom tempo e testemunhei praticamente todas as conquistam que eles realizaram nos últimos tempos (na verdade, até me considero parte do Sinfonia de Cães, se é que eles me permitem tomar essa liberdade), mas tem algo tanto neles quanto no Escárnio e Osso que eu considero muito saudável: o fato de as bandas estarem unidas em torno de interesses em comuns, não em torno de uma sonoridade pré-definida. Você pega as bandas que estão na coletânea do Sinfonia e tem de tudo ali: desde stoner rock e hardcore até bandas verdadeiramente inclassificáveis como o Correctivo e o La Carne, passando por nomes tão diferentes entre si quanto o Seamus, o Vincebuz e o Wasted Nation. Particularmente, eu me sinto até orgulhoso de ver a minha banda incluída em algo tão abrangente e genuíno quanto esse disco. Se você parar para pensar, é o mesmo conceito aplicado pelo Greg Ginn na SST, por exemplo, que tinha em seu catálogo discos do Black Flag, do Minutemen, do Meat Puppets e do Sonic Youth, grupos que não tem absolutamente nada a ver uns com os outros.

EO! - Vocês estão na ativa desde 2000, como a banda começou?
Jair - Bom, começou sem muitas pretensões, para dizer a verdade. Na época eu tinha feito algumas músicas e queria gravá-las, então eu convidei alguns amigos do colégio para me ajudarem com isso. No decorrer dos ensaios, a gente viu que aquilo tinha algum potencial, então nós decidimos levar a coisa um pouco mais a sério.

EO! - O que mudou na mentalidade de vocês nesses anos? E o que permaneceu como no início?
Jair - Ah, é inevitável que você acabe mudando um pouco a sua postura frente a algumas coisas ao longo dos anos. Quando você encara esse negócio com a seriedade que a gente encarou durante toda a existência dessa banda, você acaba tendo que passar por algumas desilusões muito pesadas, ao mesmo tempo em que acaba derrubando uma série de mitos e noções pré-concebidas de moleque imaturo, sabe como é? Eu não sei dizer exatamente o que mudou e o que continua do jeito que era antes, mas em muitos sentidos certamente eu não sou mais o mesmo de algum tempo atrás. Quase tudo que eu vivi com a banda acarretou numa perda de inocência muito difícil de ser digerida, em praticamente todos os aspectos da minha vida. Ainda assim, creio que o comprometimento com a música, a honestidade e a entrega continuam do jeito que sempre foram. Isso é o mais importante.

EO! - Valeu pela entrevista e boa sorte pra vocês.

Jair - Muito obrigado pela força que vocês sempre nos deram, obrigado mesmo. Até breve.

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Serviço:
www.ludovic.com.br

24.4.06

Relatos do Fim de Semana - Parte IV

Olá escarneiros e espectadores, este post é sobre a noite de rock de quinta, já que a noite de sexta nos arredores do Sattva não merece ser comentada.

Conseguimos a proeza de organizar um show na véspera do feriado, entre dois e três dias antes da data e felizmente correu tudo bem.

Abrindo a noite tivemos os debutantes do The Feito Sonoro, encharcando o ambiente com um rock funkeado gutural bem executado. Muldoons nada, eles são o futuro do rock.

Em seguido tivemos o habitue Seminal, com um setlist desta vez de lados A favoritos de público e crítica. Creio que correu tudo bem, não posso opinar mais do que isso diante da inconfortabilidade de descrever um show da minha própria banda.

Em terceiro na lista tivemos o ponto alto da noite em termos dramáticos: Hater Sonics manda seu rock´n´roll muito eficiente, sujo, negro e festivo já com um dos integrantes contundido - Saulo tinha dois dedos da mão direita imobilizados, o que dificultava sua performance com a guitarra. Na metade da apresentação, Moco vê seu baixo partir-se em duas metades assimétricas e a banda é forçada a seguir o show, ora como um quarteto sem baixo, ora como um trio. Em suma, um show pra lá de heróico, pra entrar para os anais do Escárnio e do Haters (no melhor dos sentidos).

Quem fechou a noite foram Those Fabulous Dirty Tales, na última apresentação do Feijão na bateria, e fizeram um show de rock bonito, cheio de sangue e hematomas.

Estas foram os torpes vislumbres de alguém psicossomaticamente incapacitado que viu boa parte do evento. Se você estava lá, deixe também suas impressões aqui nos comments...

19.4.06

Zines

Zine Contra
Idealizado por membros do grupo Sinfonia de Cães o Zine Contra tem como temas principais: cultura, música e arte marginal; A partir destes temas desenvolve um zine com entrevistas, resenhas de bandas, divulgação de shows de rock e de eventos que acontecem no universo independente da cidade de São Paulo, desenhos feitos à mão, colagens, indicações, viagens e textos que expressam de forma direta e intensa o modo de vida de quem vive na cena de rock independente e suas vertentes.Encontra-se em sua oitava edição, lançada desde setembro de 2005 apesar do foco principal acontecer na cidade de São Paulo, o Zine Contra passa por várias partes do Brasil, é distribuído gratuitamente em bancas montadas durante os shows, de mão em mão, pelo correio, por amigos de outros lugares e chegou a uma tiragem de 10.000 exemplares que circulam nesse momento por vários lugares do país.A nona edição, será lançada esta semana e provavelmente no dia 21 de Abril no Clube Outs na Rua Augusta, 86 com apresentação do Sinfonia de Cães. O evento começa à partir das 22hs, mulher entra de graça e homem paga 10 reais - mais informações no fotolog.
Ótimo pra quem vai ficar de bobeira no feriado e gosta de ver o circo pegar fogo. Para obter seu Zine Contra que é uma produção sem fins lucrativos mande um e-mail para
zinecontra@hotmail.com ou compareça em algum evento do Sinfonia de Cães e encontre outros zines nas bancas montadas nos shows, que também vende material de bandas independentes, camisetas, bottons e afins, sinta-se a vontade, explore esse universo e caso queira, seja sua própria Mídia!

17.4.06

Relatos do fim-de-semana - parte III


Bom, o fim-de-semana em si não teve Escárnio, foi o feriadón! O que rolou bonito mesmo foi na quinta 13/04, véspera de feriado, uma noite alucinante no Outs cheio, Tributo ao Nirvana com 3 bandas escarneiras mais Ecos Falsos (que deixaram suas pegadas na areia EO!), Similar, Capim Maluco e Hang the Superstars ! Confesso que não tenho muito cacife pra falar da noite aqui - apesar de ter me divertido bastante no palco com o W.N. - e queria, ao invés disso, deixar um relato emocionado (e emocionante) de um cara que teve sua grande noite nessa quinta! Quem tiver mais coisas a adicionar, quem ficou até o final pra ver as outras bandas, mande bala na seção de comentários!

Um grande abraço,
Fábio Battista

PS: melhoras Leandro!!! =)

(abre aspas)

Acabei de chegar em casa. Depois de um final de semana tedioso.

Bem vou falar sobre a estréia do SAIKI que rolou nessa quinta no OUTS.

Subimos no palco por volta das 3 da madrugada. Fomos a 4ª banda a se apresentar na noite. Antes da gente veio o Wasted Nation fazendo um show bem divertido e com músicas audaciosas...caralho tocaram Aerozeplin do Nirvana. Muita gente ficou besta. Logo em seguida o Ecos Falsos subiu e teve até Jam Sessions com troca de músicos fazendo malabarismos etc...gostei da versão de Heart Shapped Box... dae o CAPIM MALUKO subiu....caralho nessa hora eu pensei: CACETE esses caras pegam pesado...curti o show.

Chegou nossa vez. Plugamos tudo e sem muita enrolação fizemos o nosso melhor show em 3 anos. Nunca me senti tão seguro de tudo, sabe? Nesses 3 anos eu sentia um vaziozinho em cima do Palco e não sabia o que era. Bem esse vazio foi preenchido pela presença de um cara muito especial, SAIKI. O cara era o que tava faltando pra essa banda. E isso ficou bem claro...vi na cara de muita gente um ar de CARALHO O QUE É ISSO???
Eu queria ter dito tanta coisa em cima daquele palco....mas nunca digo nada...não sou bom nisso. Só sei que me sinto vivo lá em cima e isso é o mais importante pra mim. Prefiro ficar calado as vezes do que falar coisas que eu não vou conseguir cumprir saca? ou falar asneiras enfim... O recado foi dado junto meio mosh...hahahaha maravilha! Eu sabia que um dia eu ia poder provar dessa sensação. A reação da galera foi muito receptiva e entusiasmante.

E não me venha com conversinha que foi só por causa dos covers não ta ligado? porque eu vi nego cantando e pulando em clara, em farsa e em dúvidas....então pensa 10 vezes antes de falar bosta! Acho que é isso...a sensação que ficou pra mim foi que essa banda tem muito a oferecer musicalmente para a cena, para as pessoas e que muitas dessas pessoas não acreditavam na gente e agora estão repensando sobre. Uma pena eu ter me ferido logo depois de show...fiquei tão pasmo com as pessoas alí me esperando para dar um abraço e quando olhei para o Flavião (Forte Apache) fui na direção dele como se ele fosse meu Pai saca? Precisava de um abraço forte e de segurança...mas quando percebi o chão do palco tinha acabado e pisei em cima de um degrau...pisei com metade do meu pé direito e com todo pouco peso do meu corpo...rs foi o suficiente para torcer de uma forma bem violenta meu tornozelo.

(retirado de
www.fotolog.com/monaural)

(fecha aspas)


12.4.06

Nesta quinzena falamos com o Clemente (guitarra e voz) do Inocentes e fizemos uma micro entrevista.
O Inocentes completa vinte e cinco anos de estrada em 2006.


EO! - Fala rapaz, beleza? Sobre a cena. O que piorou e o que melhorou desde a sua primeira banda, em 1978?

Clemente - Ah, tudo mudou, tudo que era projeto na minha época virou realidade. Hoje existe o Hangar 110, todo mundo gravou, ta por aí, a Galeria tem dezenas de lojas de rock, hoje existe uma cena independente, acho que só melhorou. Se é em relação a isso a sua pergunta.

EO! - Você acha que é possível num futuro próximo, que nas casas onde rolam shows de bandas independentes, tenha-se uma estrutura decente? O que é preciso mudar?

Clemente - Eu acho que sim, a mentalidade delas vai ter que mudar e está mudando. Eles tem que sacar que as bandas é que são responsáveis pelo público, não só a casa. Que elas que dão força a cena, que sem elas não existiria nada.

EO! - Agora falando de Inocentes. Aquela pergunta básica, quais são os planos para 2006?

Clemente - Sobreviver... hahahahaha! Não sei, para falar a verdade, esse ano fazemos 25 anos de estrada, estamos tentando formatar um projeto legal. Um CD com vários lados B e uma faixa interativa com a gente contando a história da banda e coisa assim.

EO! - Fazendo jus à micro entrevista. A última. Dê um toque pra galera que está começando a desbravar a cena. O que é inadmissível no pensamento de uma banda que quer ter algum crédito, na sua opinião?

Clemente - Não dá para pensar só em grana, tem que pensar na qualidade do trabalho que tudo dará certo com certeza.

EO! - Valeu e vida longa ao Inocentes!

Clemente - Até.

10.4.06

Relatos do fim-de-semana - parte II


O fim-de-semana escarneiro, começou mais cedo e acabou mais tarde. Viva o EO!

* Agora, além dos CDs das suas bandas escarneiras favoritas (temos também CDs do Mother Joan's/RJ, fitas K7 do Popstars Acid Killers e três títulos da Short Records - a coletânea Jigsaw e CDs das bandas Dread Full e Echoplex - em nosso catálogo... inventário em breve aqui no site!), temos agora também CAMISETAS EO!!!!!!!!!!!! Feitas com carinho pela incrível baixista do Sufragetes e do Zucchinies Selene K. Alge, saem pelo irrisório preço de 12 rúpias venusianas!

* Show de quinta-feira no Cervejazul. Eu e Sapún (WN) chegamos cedo no lugar depois de (e apesar de) nos perdermos pra caralho nos arredores. Foram chegando Dod's, Denis, Lacerad, Rapha, Cleiton.... todos os loucos! MAFFEI! Seu louco! Sei que você não deve ler este post aqui, seu antiinternético maluco, mas BEM VINDO DE VOLTA A SÃO PAULO! Esse submundo esquisito... enfim... Quem abriu a noite foi o retumbante Seminal, com um set altamente grunge, altamente eletrizado (todos os cabelos das pessoas ficaram frisados depois do show. ui!) e altamente bom, uma cover de White Stripes, tava ajustando a guitarra e eles começaram a tocar, tive que tirar na hora, as pessoas falaram que tava bom mas tava todo mundo bêbado.. hehehhe. Tumulto S.A. - 2a. banda. A banda ainda pouco conhecida da escarnaiada foi trazida pelos anfitriões da noite, Mantra Yard, e surpreenderam pela simplicidade pesada e pogante! "Limpa na cuecAAAAAAAA!". Aê, já lasquei o adesivo doceis na viola! Em seguida, os já mencionados gurus da contradição Mantra Yard subiram ao palco com sua incrível dialética Cleiton/Rapha, caos/harmonia, tosqueira/lisergia, Fecaloma/Foo Fighters. Repertório próprio com um final-bolitchus (ou montinho, ou bolinho, postem mais sinônimos desse fenômeno social retardado) de Rapha sobre Cleiton suado e sem camisa. ECA!!!!!!!!!. E, como é de praxe ao fechar uma noite, o Wasted Nation tocou para seletíssimos bêbedos, entre perdidos-jogados-num-canto e membros-das-outras-bandas-que-emprestaram-equipos, set de cinco músicas, muito improviso e barulho, desculpa Sabãozinho por ter te atropelado... Final com jâmpi na batera estilo livre!

* Sexta-feira no Sattva, de início parecia ser mais uma festa interna do EO! (aê seus não-escarneiros de meia-tigela e não-namorados-ou-namoradas e não-melhores-amigos-forçados-a-comparecer, apareçam nos shows, que estão legais de verdade! Pelo menos os escarneiros tão tomando vergonha e aparecendo, ahahahaha), mas depois encheu bem, foi um evento lindjo dimais da conta! Bandinha de rua escarneira na frente do Sattva fazendo o mutirão de divulgação (sim, éramos nós do EO! aqueles loucos gritando e batucando pedaços de instrumentos na rua, vestidos de guardadores de carros!). Um tempo depois... som ambiente rolando, cervejinhas, pessoas enchendo as mesas, o ambiente fica no ponto para a primeira banda subir ao palco: Cabongues! Adeptos do mexe-mexe-venenoso, mandaram um set de músicas próprias com incidentalidades malucas como "Hit The Road Jack" a capella. Final: "Vamos incendiar tudo"! Fotos em /cabongues! Tudocore: a terceira e derradeira passagem do quinteto (ops... sexteto!) por shows escarneiros, foi apoteótica, com hits próprios como "Gagocore" e "Besunte o Anão", e momentos como a enfiada clássica de Pink Floyd no meio da tudada coreana, e -emocionei!- o tema do Caçadores de Aventuras!!! Talvez a única coisa boa que a Disney produziu pra TV! Uau... ingredientes perfeitos para a abertura de cérebro que possibilitou às pessoas travarem totalmente ao som do Sufragetes! A festa era da Anna, que fez aniversário dia 2! Tiraram uma onda com o Pixies! Fizeram de conta que tavam com vergonha! Fecharam com um solo animal, daqueles tipo plataforma de lançamento cerebral (essa que é a "Tempo The Preparo"?), chapante! Ao final, Hater Sonics, mostrando que diversão, inconformismo e descompromisso ficam foda em cima de um palco! Pessoalmente ouvi o som deles, mas não cheguei a assistir! O som tava perfeito... E aí, foi bom pra vocês? Foda, não?

* DOMINGO??? Estava em Júpiter e não pude presenciar essa incursão ao RockPoluição! Então quer dizer que rolou uma fantástica e Forte cover de Fugazi, hein, Leandro? Queria saber mais... Imagino que o Simbiose tenha sido fora desse mundo... o Monaural me faz falta, quero ver show docês de novo!

É isso aí, fiquem sempre ligados, semana que vem tem a repercussão do Tributo ao Nirvana no Outs!

Abrações.

6.4.06

o fim se aproxima...

Fim de semana, é claro!

Fiquem espertos porque tem muita coisa boa mesmo! A começar por hoje!

(06/04 as 22:00hs) DUELO DE GIGANTES! WASTED NATION MANTRA YARD TUMULTO S/A SEMINAL No CERVEJA AZUL Praca Ciro Gomes 26, Mooca (proximo a faculdade sao judas tadeu) Preco: grátis
flyer em www.fotolog.com/wastednation

(07/04 as 22:00hs) ANIVERSARIO DA ANNA SUFRAGETES! com as bandas SUFRAGETES CABONGUES HATER SONICS TUDOCORE No Sattva (residência EO) Alameda Itu, 1564 Jardins R$15, consome 10
flyer em www.fotolog.com/escarnioeosso

(09/04 as 16:00hs) TIRA-RESSACA DO CAMPARI! Hater Sonics Forte Apache Simbiose ((Rock Poluição)) Praça Roosevelt , 274 próximo ao Metro República entrada franca

Be there or be osso!
www.escarnio.com.br

www.fotolog.com/escarnioeosso



5.4.06

Acaba de entrar no ar o Podcast do Escárnio e Osso!
Se você não sabe muito bem o que é um podcast, não se assuste!! Afinal trata-se de uma coisa relativamente nova. Em todo o mundo existem cerca de 4.000 e o nosso é um deles.

Entenda melhor:

O podcasting é um sistema de transmissão de arquivos pela Web que permite, para um ouvinte, receber automaticamente, cada vez que ele se conecta na Internet, as novas edições de um programa de rádio (ou vídeo) sem que ele tenha de visitar a todo o momento o site em que o programa é produzido. A cada nova edição, o ouvinte é notificado e o programa --o podcast-- é automaticamente baixado em seu computador.
Depois disso, é só escutar o podcast. No próprio micro ou num tocador portátil de MP3. Apesar do nome dessa tecnologia estar associada ao player iPod, da Apple, qualquer marca de tocador portátil de MP3 pode reproduzir um podcast.
Para receber um podcast, basta que o ouvinte faça uma assinatura do programa que lhe interessa, adicionando o endereço específico da transmissão em seu agregador de mídia, software que, baseado na tecnologia "xml", faz a atualização dos novos episódios de um programa assinado.


Veja como assinar:

Para assinar e ouvir um podcast, é preciso que você tenha um programa agregador de mídia. Os programas mais práticos para isso, são aqueles que acumulam as funções de agregador de mídia e de tocador de mp3, como o iTunes e o Winamp.
Depois que você já tiver um desses programas instalado, você deve adicionar o endereço "xml" do podcast dentro do agregador. Em geral, esse endereço (também conhecido como "feed") é fornecido pelo site que hospeda o podcast, numa página da web, e é sinalizado por um pequeno botão laranja com a inscrição "xml" ou "rss". Clique com o botão direito do mouse sobre esse ícone (ou sobre o endereço "xml") e escolha "copiar atalho". (Atenção: Não clique com o botão esquerdo sobre esse endereço, pois ele abrirá apenas uma página de código irreconhecível para navegadores de Web.)

Fonte: Rádio Uol

Neste mês selecionamos algumas bandas que estão se destacando na cena, como Ludovic, Moptop, Ecos Falsos e Cansei de ser sexy. Algumas do interior de São Paulo, como o Seamus e Forte Apache, além de Hater Sonics, Somos e Wasted Nation, representando o EO!
OUÇAM e ASSINEM.
Até o mês que vem rapaziada!!!

4.4.06

Um estouro em céu aberto


O Sol já com brincar íntimo lá pelas 17:30. Tinha-se o dia como dia desde o amanhecer e embaixo de algumas árvores a banda aquecia e afinava seus instrumentos secretamente. 17:52 eles largam música....

De cima de tudo o céu sempre assiste os meninos da música. Aquele brincar que eles estabelecem com a vida. E quando você quase percebe onde está, uma investida do órgão entorpece e colore o ar de festa no Parque das Asas.

Vocês que estão lendo esta magia, parem já e vão fazer música !! Esses shows têm cantado por música nova! Afinal, quem não quer se conhecer de novo? Leva uma levada de batuque na mesa....... tuu pa tutupatutu.

A idéia de hoje é essa.

3.4.06

Relatos do fim-de-semana - parte I


Olá a todos, escarneiros e escarneiras do Brasil! Já escrevi aqui no EO! algumas vezes, porém hoje começa pra valer: toda segunda-feira, lá pela hora do almoço, vocês terão novidades saindo do forno (cuidado pra não queimar a língua) sobre o fim-de-semana, ou o que meu cérebro conseguir captar e compreender dele.

Como sempre, sexta-feira foi dia de SATTVA! Com um recente histórico de bons shows e jams inéditas no cenário rock paulista, a casa abriu espaço para uma grande noite de improviso, em virtude da comemoração do bi-debutantismo de Ricardo Lacerad, escritor (www.thecurtoegrosso.blogspot.com) e vocalista/guitarrista do power-trio-punk-bossa mamute desgovernado SEMINAL.

A noite começou com uma linda surpresa: a volta do CULTO AO RIM aos palcos, após uma recolhida de alguns meses traçando novos rumos, agora com a entrada definitiva de Simmons no sax. Não tenho o cacife de comentar tal apresentação porque, confesso: perdi! Quando cheguei, a banda estava dando seus últimos acordes.... pude conferir as expressões nos rostos da platéia (que era farta) e o clima em geral era de um espanto agradável, com um leve arquear de sobrancelhas e um entreabrir dos lábios.

Em seguida, sobe no palco o SEMINAL B, e saiba que, se você perdeu, as suas chances de se atualizar no universo cult do EO! são pífias (o Seminal B não surge assim por acaso... uma série de fatores cosmogônicos e teleológicos devem conspirar em conjunto para isso). Num repertório constituído somente de covers das mais variadas, com um humor ótimo e a presença de um quarto elemento, um virtuose da guitarra cujo nome (perdoem meu cérebro) não me lembro, o Seminal mostrou deveras garra e assaz competência. The Who, Beck, SomoS, Wasted Nation, Tim Maia, Culto ao Rim... foram alguns dos músicos homenageados. Ao final da noite, com as mãos pegando fogo, os músicos do EO! que antes eram simples platéia atacaram o palco. Rolou de tudo: um samba com um dueto Dod's e Fábio (eu! haaa..) na bateria, toda série de levadas funk quebradas, jazzinhos, semi-blues macabros, uma versão tosqueiraça da Samba do Netinho que nós do WN fomos intimados a tocar (com participação honrosa do Gabriel Rim no baixo!), uma Morte Cerebral com Leandro Monaural na voz e guitarra... entre outras. A noite se encerrou só às 4h00, com cérebros derretendo pelo salão, WN tocando a Mr. Moustache, o Leandro mandando bala num vocal cheio de malícia.

Gostaria de falar sobre o show do Sufragetes no Novo Aeon, entretanto faltei nesse evento, acho que o próprio trio poderia comentar, na seção de comentários deste post... se habilitam?

Grandíssimo abraço a todos e todas, e até segunda que vem!! Se sentirem muitas saudades, estarei também no fotolog do EO!, escrevendo junto da lenda escárnica SAXMMONS.

Fui! =B

2.4.06

Sexta foi animal!

Fim de semana phudido.... e tamo fudido de novo! Amanhã começa a semana... Com atualização fresquinha, resumo da noite de sexta!

Abraços...

Fábio WN

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