21.9.07

Novo espaço na Barra Funda!

Somando-se aos tradicionais espaços da R. Augusta e da Vila Madalena, a Barra Funda emerge cada vez mais como um novo espaço da cultura no centro econômico da América do Sul. O distrito abriga, entre outros, o Memorial da América Latina, os estúdios da Record, o estádio Palestra Itália, além de um importante terminal rodovário e ferroviário. Falando na "cultura alternativa" (que é mais nossa praia, né não bicho!), a região não é bolinho: lá se encontram Berlin, CB Bar e Clash Club, que movimentam toda semana centenas de jovens loucos em busca de "algo mais".
Em meio a essa salada, reabre para atividades a Livraria da Esquina, antes situada nos Perdizes e agora na Rua do Bosque, com a proposta: mesclar crônicas, versinhos e acordes num espaço multiuso (livraria, lojinha de discos, salão de happy hour) que abre para eventos de segunda a sábado, com uma programação eclética que vai do jazz instrumental a experimentos distorsivos, passando pelas vozes da música brasileira.
O local abre suas portas para as loucuras e estripulias do Escárnio e Osso no próximo dia 5 de outubro, sexta-feira. Venha conferir os saltimbancos histriônicos em mais uma noite de azaração e polifonia! O powertrio Seminal, egresso de apresentação gloriosa no Calangão, é atração confirmada. A programação completa da noite você confere aqui mesmo, nos próximos posts (stay tuned!).
Engrossou a mortadela?
ESCÁRNIO E OSSO!
www.escarnio.com.br
EO!Comunicação
Texto: Fábio Battista

17.9.07

EO! na Rádio Ufscar!

Sintonize na Rádio Ufscar!

17 de setembro de 2007. Hoje, logo mais, no programa Independência ou Morte! vai rolar um especial sobre coletivos. Vai rolar uma entrevista comigo (Fábio), vou dar uma palha sobre o Escárnio, o movimento e as bandas, além de 4 sons das bandas do coletivo!

O programa começa às 22h. Você pode ouvir em streaming no site da rádio ou, se você é da região de São Carlos, sintonizar 95,3 FM.

Enjoy!

EO!Comunicação
Texto: Fábio Battista


10.9.07

Independente ou Morte!

Uma semana depois do Calango, o Escárnio partiu para um festival em contornos muito diferentes: o Independente ou Morte, que rolou em Serrana/SP, cidade de 45.000 habitantes dominada por empresários das usinas de cana-de-açúcar. O resultado surpreendeu aos 9 escarneiros/amigos, que foram sem grandes expectativas: rolou futebol, trilha com riacho e cachoeiras, ótimos shows num espaço autogerido conquistado por ocupação, e uma galera de primeira que nos recebeu de braços abertos. Enquanto as fotos do evento não chegam, fique com a cobertura de O Que Sobrou do Ato!

Tomou nocu de tamarindo?
ESCÁRNIO E OSSO!

EO!Comunicação
Texto: Fábio Battista

4.9.07

Calango 2007 - 3a noite

De volta ao tempo borrado da metrópole após o incrível fim-de-semana prolongado onde ninguém dormiu! Cuiabá deixou saudades. Resgatando as últimas sinapses neuronais do festival, trago aqui as impressões do último dia de CALANGO.



Partindo da tradicional sujeirada doida de começo de festival, vai surgindo uma coisa aqui e outra ali, e opa!
DEAD SMURFS (Uberlândia/MG), caóticos por um mundo melhor, e The Feitos (RJ), sem amor pelos próprios dentes, foram primeiros destaques na noite. Branco ou Tinto (MT), ex-Dop Dick, deu um salto de qualidade com a mudança na banda, surgindo como promessa powerpop do cenário de MT.


O QUARTO DAS CINZAS (CE), manjados e aprovados aqui na terra da garôa, foram o primeiro nome de peso na programação de domingo, enquanto o público começava a rechear o pátio. Rapha, Carlos, Laya e sua eletrônica sofisticada não se deixaram abalar por este ou aquele problema de som, e arrebataram novos fãs, que em seguida foram correndo pra banquinha do Escárnio!

Prestes a lançar um vinil (!) pela
Gravadora Discos (a mesma do The Feitos), o quarteto paulistano Daniel Belleza e os Corações em Fúria viraram a chave de volta pro rock, no ápice de público do domingo. Grades pisoteadas, invasões no palco, visual glam trasheiro e participações de Finatti e Chabô (Chilli Mostarda); o show se estendeu além do horário, para a loucura dos fãs que não arredavam pé. Teria sido melhor se simplesmente tivessem migrado pro palco 2 e tocado no lugar dos charlibrauns do Boneca Inflável (MT), que fizeram um showzinho óbvio e fraco até mesmo pro "palco 3" - onde os covers de Raul, Gritando HC e Ramones rolavam soltos (projeto Monte Sua Banda).

Depois dessa, ufa, o nível foi lá em cima até o final.
Astronauta Pingüim (RS) -gaúcho fazedor de covers liquidificador moog psicante-, MONTAGE (CE) -seríssimo candidato a próximo rock eletrônico brazuca rodando o mundo, liderado pelos gritos de Daniel Peixoto, ser mais sexualmente indefinível desde Boy George- e Patife Band (PR/SP) -show curtíssimo e virtuoso, pessoas tentando dançar, punk dodecafônico de músico pra músico- fizeram shows memoráveis, apesar do público instável. Mas quando chegou a hora do VANGUART, não teve x-bagunça ou banca EO! que segurasse: a multidão se apinhou em frente ao palco 2, para ouvir o cancioneiro de Hélio Flanders e cia., embalados pelo lançamento do primeiro álbum pela revista OutraCoisa. Em "Semáforo", no meio das invasões de palco, uma surpresa escarneira: Dod's e Thiago (Visitantes) rechearam o tablado, além de Chabô, Charlinho e Daniel Belleza, felizes da vida.

Os gaúchos do
Tequila Baby tiveram o gostinho de encerrar a maratona, com hits como "Sexo É Bom" e "Chovendo Corações Pela Cidade" fazendo valer a fórmula punk/pop herdada de Buzzcocks e Ramones que já percorreu o Brasil. Assim se encerrou o Calangão, com a missão cumprida de ser um dos grandes festivais do Brasil sempre com o lema: CULTURA LIVRE LIGADA EM REDE!

E a vida de festival não pára: semana que vem tem
Visitantes no Independente ou Morte! em Serrana/SP, e no meio de setembro, o Jambolada em Uberlândia/MG. Fique ligado!

Emendou pra Chapada?
ESCÁRNIO E OSSO!

Texto: EO! Comunicação / Fábio Battista
Fotos: Marcelo Maffei

Seminal: a surpresa da segunda noite do Calango





Ok, a gente sabe como é festival. Sempre tem a estrela da noite, a decepção e a surpresa. Num festival de rock independente, 90% das bandas concorrem para ser a surpresa. Mas não teve para ninguém depois que o Seminal subiu no palco do Calango 2007.





Faltavam poucos minutos para as onze da noite do sábado (1º) quando Denis Molla, Zé Renato e Lacerad subiram ao palco e entregaram para a galera o mimo encomendado semana passada: uma bola inflável com o logo do Escárnio. O trio foi a primeira banda a levantar o povo na arena montada no Museu do Rio, em Cuiabá. Deu cara de festival ao festival.

Seminal inaugurou o palco com “Jobim me Ama”, apenas aquecendo o público – cujas estimativas vão de 800 (palpite de um modesto Zé Renato) a 3.500 pessoas (na conta dos organizadores) – para o delírio coletivo que estava por vir. Na seqüência, “Derek e a Bolinha”, canção originada de “Derek and the Ball”, pouco usual nos últimos setlists da banda.





Quando o trio chegou em “Constantin”, achei que seria a primeira banda a dar trabalho para os seguranças do festival. Não é exagero dizer que a massa foi à loucura sob o efeito dos acordes seminais, trocando a dança da roda aberta em meio à arena conforme a música troca de ritmo.





Seguiram-se “Equipment”, “Ninguém Dorme” (dedicada à equipe do Espaço Cubo, que passou uns bons pares de noites viradas para realizar o evento) e “La Maison Est Tombée”. Quando Lacerad apresentou a música seguinte, teve gente satisfeita: a galera da frente já estava pedindo “Minha Avó, Minha Tia e Meu Cachorro Racional” há algum tempo. A música, que está em vias de se tornar o primeiro videoclipe do Seminal, parece ser uma das favoritas do pessoal de Cuiabá que ouviu a banda em maio deste ano na Casa Fora do Eixo.





Para terminar, “Vem Bolinar no Meu Rendez Vous” deu o ar catártico e apoteótico que o final de um show como esse merecia. O trio pôde descer do palco com a sensação de missão cumprida e viagem bem-aproveitada. Não só para a banda como para o Escárnio e Osso!, cuja banquinha, nas três noites de Festival, foi um sucesso em todos os sentidos – como ponto de divulgação, como venda de camisetas e CDs e como base para troca de idéias, contatos e convites entre bandas.







Texto: Comunicação Escárnio e Osso!/Clarissa Passos
Fotos: Maffei e Clarissa Passos

Calango 2007 – 2a noite

A segunda noite do Festival Calango 2007 teve como primeiro destaque o Suposto Projeto (PA), substituindo o Stereovitrola (AP), que não conseguiu comparecer ao festival. A banda era formada pelos mesmos caras do Cravo Carbono, que viajaram 56 horas em um ônibus de Belém a Cuiabá e, no palco do Museu, mandaram ver na guitarrada+surf music+caribó muito bem executada.

E então tivemos o Seminal – que, não só como representante do Escárnio mas também como a primeira banda a realmente agitar o festival, merece post à parte.

Depois do Seminal, Manacá (RJ) veio na seqüência com seu rock pesado, muito bem cantado pela vocalista Letícia.






Terminal Guadalupe trouxe um pouco mais de pop ao festival. Mandala Soul, a grande banda de funkblack de respeitados músicos cuiabanos veteranos, colocou a platéia para dançar nas referências da música negra dos anos 70.






Supergalo, a banda de all stars da cena brasiliense dos anos 90 (Fred-Raimundos, Alf-Rumbora, Salsicha-Maskavo Roots), mostrou seu rock de influências pop/grunge, mas o som, mais feito para ouvir do que para se mexer, não chegou a agitar a platéia. The Melt (MT) fez um show bastante energético, mostrando seu hard rock de influências hendrixianas e sabáticas, entre outras. Cabaret (RJ) começou com música de... cabaré , causando uma certa estranheza no público roqueiro predominante. O som, com temas desesperados, passionais e referências interessantíssimas, foi ficando mais pesado, música após música, o que fez com que o público entrasse em acordo com a banda.

Após as duas da manhã vieram os primeiros heróis locais da noite, o virtuoso Macaco Bong, que trouxe de volta parte da platéia dispersa pelo Museu do Rio e conseguiu magnetizar quase mil pessoas em seu excruciantemente maravilhoso rock fusion instrumental, cuja descrição de forma alguma faria jus aos bons sons ouvidos.






Após o Bong, Pública entrou no palco já perto das três da manhã e seu pop rock calcado no rock dos 00 não conseguiu segurar toda a platéia, que já diminuía consideravelmente a essa altura da madrugada.

Lord Crossroad teve uma das melhores presenças de palco do festival, agitando muito com seu hard rock e desculpando-se à platéia local pela hora desfavorável e pela pouca duração do show. Mesmo assim, Charles soltou todo o gogó acompampanhado pelos solos viscerais de Billy Brown.

E, a exemplo do que se viu na primeira noite, a melhor apresentação ficou para o final, diante de um público bastante reduzido. Os Móveis Coloniais de Acaju, que vêm rodando o Brasil em shows cada vez maiores, não desanimaram e promoveram uma inacreditável festa, desfilando o melhor naipe de metais do Brasil (com direito a flauta transversal) na execução dos hits “Seria o Rolex”, “Copacabana” e outras canções de Idem, seu álbum de estréia.

Houve ainda espaço para inusitadas covers como "Glory Box" (Portishead), "Se essa rua fosse minha" (Folclore Popular) e "Como Vovó já Dizia", de Raul Seixas (interpretada pelo trio no especial televisivo da rede Globo) em roupagens chiquérrimas de ska-jazz. E, quase no final, a banda desce à pista, formando uma enorme roda com o público de duzentas pessoas presente, e encerrando a segunda noite do Calango em grande estilo.







Texto: Comunicação EO!
Fotos: Maffei

1.9.07

Transmissão ao vivo do Calango!

Estamos aqui em Cuiabá, no Calango 2007, para avisar a todos que a noite de hoje do festival -- que inclui em seu line-up o show dos queridos, crocantes e fofinhos rapazes do Seminal -- será transmitida ao vivo pela Rádio Mídia de Goiânia. É clicar e correr pro abraço.

Em instantes, Seminal.



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Calango 2007 - 1ª noite

Cultura livre ligada em rede. Essa é a proposta e o slogan do Festival Calango, que chega à sua 5ª edição incluindo no programa artes digitais, literatura e projetos ecológicos organizados por artistas e produtores do país inteiro.

Por três noites (31 de agosto e 1 e 2 de setembro), Cuiabá se transforma em palco para 47 bandas que, juntas, representam todas as regiões do país, do Acre ao Rio Grande do Sul, do Ceará a São Paulo, das Minas Gerais a Roraima. A cidade vira um verdadeiro celeiro para quem quer ouvir música fresca, nova, diferente do que se ouve nas FMs -- freqüências que andam mais moduladas que nunca.

A primeira noite foi aberta pela Zen Fin, banda selecionada nas prévias (destinadas aos músicos que ainda não gravaram CDs). O público, que ainda estava chegando, conferiu uma apresentação cheia de gás coroada pela voz poderosa do vocalista. Seguiram-se Aoxin, banda da casa, e Unchronics, representando Goiás.

O Parkers, do vizinho Mato Grosso do Sul, adicionou punk rock a uma noite até então marcada pelo som pesado. Mas a grande surpresa da noite foram os goianos do Johnny & Alfredo e os Neurônios Mongóis. A trupe, envergando figurinos coloridamente festivos, foi a primeira a se comunicar com a galera da arena -- a essa hora bem mais cheia do que no começo. Inventiva e performática, foi uma das melhores bandas da noite.




O atraso de quase duas horas do começo foi diminuindo aos poucos, com a eficiente produção em dois palcos. As bandas se apresentavam sem intervalos, o que colaborou bastante para a fluência do festival, mas cansou um pouco os ouvidos em meio a tamanha maratona musical.

Em seguida, os mineiros do Carolina Diz subiram ao palco. Na seqüência, o Cachorro Doido, do Mato Grosso, mostrou que estava em casa ao interagir bastante com a platéia e desfiar seus blues à vontade.

Os paraenses da Cravo e Carbono se destacaram ao apresentar, com segurança, uma competente mistura de letras interessantes e influências do mangue beat.

Camundogs, do Acre, Chilli Mostarda, do Mato Grosso, e The Rockefellers, de Goiás, pegaram a platéia em seu auge. O Debate, único representante de Sampa da noite, mostrou seu rock alternativo cheio de ritmos quebrados e idéias inovadoras -- mas não atraiu a atenção de uma parte do público, que já aguardava o show do badalado Maldita.

A banda carioca bebe na fonte do rock industrial e do death metal, e de repente surpreende com climas trip hop promovidos pelo tecladista. O destaque principal, além do bom baterista, fica para a marcante performance vocal e de palco do frontman Erich Mariani, que "laçou" uma garota com o fio do microfone em meio à apresentação.

O Revoltz (MT) fez um dos melhores shows da noite para um público já minguante. A banda, mezzo mato-grossense, mezzo sul mato-grossense, mezzo nipônica e mezzo gaúcha (é, eles têm uma porção de metades), botou os presentes para dançar com seu rockpop de pegada à la Pixies e uma melódica consonância entre os vocais.


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Hellzen (MT) veio na seqüência, substituindo o Fuzzly na escalação, e agradou o público metaleiro presente, com seu espetáculo de fogo e guturalices.

E então veio a grande atração The Supersónicos, diretamente de Montevidéu, Uruguai. Desfavorecidos pelo horário, os uruguaios ofereceram ao pouco público remanescente uma excelente mistura de surf music com referências oitentistas (boas referencias, como Devo e Cure, por sinal). O entrosamento, a performance de palco e os timbres eletrônicos/semi-acústicos foram alguns dos muitos pontos positivos do quarteto. Leo Sónico, o grande porta-voz, não deixou o ritmo cair, anunciando cada música e dialogando com a platéia em um português bem convincente.


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Nessa longa jornada noite adentro, a banca do Escárnio e Osso! juntou gente, divulgou sons, integrou novas bandas, espalhou a cena e zerou as camisetas femininas tamanho P. Agora vamos para a segunda noite, onde a prata da nossa casa, que também responde por Seminal, sobe ao palco para apresentar ao público do maior festival de Hell City seu som ímpar.


bancaEO2_por_clara.jpg


Vai, EO!




Texto: Comunicação Escárnio
Lacerad e Clarissa Passos

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